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João Fadel, o Grande Competidor

Postado: 03 de agosto de 2010
Visitantes: 387 Categoria: Causos


João Fadel (mais conhecido como João Batata) em prova de natação em Guaratuba!

Fui passar alguns dias em Guaratuba, residia nessa época em Belo Horizonte, não sei precisar exatamente a data, mas foi pelo idos de 1985. Era sábado quando cheguei, fiquei hospedado em um hotel, após tudo arrumado saí para encontrar alguns conhecidos e já tomar uma caipirinha. A cidade estava lotada, gente saindo pelo ladrão, encontrei alguns amigos e me perguntaram logo de saída se eu tinha vindo para a Grande Prova. Curioso, disse que sim, mas não sabia de que se tratava. Após alguns minutos de conversa, me inteirei que no Domingo iria se realizar uma prova de natação com mais de 1000 pessoas, saindo da praia do Cristo indo até a Praia das Caieiras. Um percurso de mais de 5 km em mar aberto. Afirmaram que todos os anos a Prefeitura patrocinava essa prova e que vinham nadadores de diversos Estados. Me inteirei bem do horário, continuamos o papo e lá me fui para o hotel.

No Domingo levantei cedo e rumei para a praia a fim encontrar outros amigos na praia do Cristo. Lá chegando, dia de sol quente, praia lotada, criançada correndo de um lado para outro, sorveteiros com seus carrinhos anunciando os picolés e água mineral, estava uma loucura, gente correndo para todos os lados. Vi muitas pessoas já uniformizados, com camiseta e boné, com emblemas da Prefeitura de Guaratuba. Os organizadores trouxeram uma barca da marinha de Paranaguá para acompanhar os nadadores em caso de passarem mal. O Corpo de Bombeiros foi reforçado. Tudo muito organizado, pronto para dar início à prova.

Eis que, de repente, vejo todo uniformizado de bermuda, camiseta e boné o nosso João Batata. Alegre e sorindo muito, disse-me de pronto "fique quieto, não conte para ninguém". Após esse aviso, nos cumprimentamos e aí ele me disse: "entrei na prova para ganhar esse kit da Prefeitura". João como sempre muito esperto, logo me adiantou: "você sabe que não sei nadar" e ai perguntei "como vai fazer?" Ele no ato respondeu "eu não sou bobo, quando apitarem dando o sinal da partida, eu entro com todo o mundo na água e já passo mal e volto". "Boa estratégia" - disse a ele. "Faça isso mesmo que vai dar certo".

Após todas as recomendações e informações que foram passadas por alto-falantes, os competidores se prepararam e o João se postou bem atrás, dando pique no mesmo lugar, dizia-me "isso é para relaxar a musculatura". As pessoas que estavam ao lado olhavam e viam ali um forte concorrente, mal sabiam eles que o nosso João nem na água ia entrar. Tudo pronto, o sol brilhando, eram 11 horas, um calor abrasador, foi dada a partida. Aquela correria de mais de 1000 pessoas como loucos entrando mar adentro iniciando o percurso, não vejo mais ninguém fora, todos deram a partida, fico procurando o João, já preocupado em tê-lo que socorrer em caso de algum erro de percurso. Fico andando de um lado para outro, quando de repente ele me aparece com uma cerveja na  mão, todo enxutinho. "E aí João, não entrou na água?" "Eu sou louco", ele me respondeu, o que eu queria era participar da festança e ganhar o kit". Kit que o João deve ter até hoje guardado para mostrar aos amigos que ele um dia participou dessa prova que até hoje é realizada todos os anos. O importante que o João deve ter sido o primeiro Curiuvense a participar devidamente inscrito nessa famosa prova. Isso que é coragem e espírito competitivo. Parabéns ao meu amigo João Batata. Valeu a pena!

Por Osmário Martins Ribas

Comentarios

Osmario Martins Ribas

23/08/2010 as 13:08

Já que estamos falando do João, não poderia deixar de tecer alguns comentários a respeito de sua familia e principalmente de sua Mãe e dos irmãos. Conheci todos. E também a mãe, Dna. Adélia, que com muito sacríficio criou os 4 filhos, Nagibe,Waldomiro,João e Gilberto. Educou-os com rigidêz e com pulso firme, ouvia-se longe os gritos chamando os meninos. Em frente da casa, havia o Hotel do Moreira e os hóspedes muitas vezes eram acordados com os gritos que acoavam nas madrugadas. Essa mulher corajosa e forte, soube muito bem formar o caráter de todos eles. Os quatro meninos e que depois se tornaram homens eram o orgulho da Mãe e de todos aqueles que com eles conviviam. Lembro dos bailes, rapazes bem vestidos, engravatados e que faziam balançar os corações das moças casadoiras. Uma prima de Ponta Grossa, apixonou-se por um deles e até hoje lembra e a pouco me disse o que é feito daquele moço bonito de Curíuva que um dia tive um namorico? informei-lhe que casou-se e é pai de familia. Assim, que os filhos de Dna. Adélia são lembrados, com carinho, com respeito, porque sempre sempre souberam respeitar a todos. Acho eu, que devem ser um dos moradores mais antigos do antigo Caeté e por amor a terra nunca a deixaram a não ser o Waldomiro, que ainda moço foi trabalhar em Jaguariaíva e por lá formou familia. Todos os outros 3 aí ficaram, fincando raízes. Por tudo isso que sugiro, aos Srs. Vereadores, para que votem uma Lei, outorgando nome de Rua a Dna. Ádélia e ao Nagibe, porque merecem um tributo dos politícos para essa familia que engrandece a municipalidade e toda a sociedade Curiuvense.

Osmario Martins Ribas

22/08/2010 as 14:08

Faz pouco tempo que soube que o João Fadel, vulgo o "batata" era padrinho do Silvio. E isso me trouxe uma grande alegria. Porque o Mano, não poderia escolher melhor "padrinho" do que o João. Ele representa para nós dos anos dourados uma figura de proa. O João, participou de tudo o que houve no Curíuva nos anos, 50/60/70/80/90/2000/2010. Lutador incansável pelas causas do Curíuva. Lembro do João jovem empolgado com futebol,eleição,carreiras, sempre teve uma grande liderança. Muito alegre, como dizia o João Martins, para o João, não tem tempo ruim. Sempre apaziguador, nunca foi de briga, mas também ,não fugia dela. Por todas as qualidades do João, pela amizade que sempre teve conosco durante todo esse tempo é que o Mano, soube muito bem escolhe-lo como Padrinho do primeiro filho que foi o Silvio. Parabéns ao afilhado e padrinho. Figuras que sempre serão de projeção no nosso velho Caeté de guerra.

Sílvio Do Mano

21/08/2010 as 19:08

Esse é o meu padrinho, figuraça!!!

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