Os irmãos Tobias e Alberto Borges
Postado: 03 de julho de 2010
Visitantes: 348 Categoria: Homenagem
Por Osmário Martins Ribas
Tobias Borges, um dos primeiros prefeitos de Curiúva.
O Tobias, chamado de Negro Borges, era muito discreto até por demais, ria muito das coisas
engraçadas. Ele e o Alberto, dois irmãos que se davam muito bem. Tomei
muito chimarrão com os dois, o Alberto, sentado do lado de dentro do
balcão e eu e Tobias do lado de fora, sentado em cadeiras confortáveis
de palhinha. Falávamos de tudo, isso ainda, quando eu era menino. Após
adulto, sempre que ia a Curiúva, nunca deixei de frequentar a Casa de
Comércio do Alberto, e lá comprei por várias vezes um bom fumo tietê,
que o Alberto, sempre tinha guardado embaixo do balcão. O Alberto era
muito alegre, se divertia muito com as bobagens que ocorria no dia-a-dia das
pessoas. Sabia contar como ninguém belas histórias e o Negro, como
dizia o Alberto, se divertia. Passamos muitas manhãs ali jogando
conversa fiada. Falava-se muito de carreira e política. O Guataçara era
para eles um símbolo. Ai de quem se arvorasse fazer crítica ao político
tibagiano, imediatamente o Negro ou Alberto o defendiam com unhas e
dentes. Que ninguém ousasse criticar que era até convidado a se
retirar. O Tobias e o Alberto, diziam em alto e bom som, aqui em Curiuva
e em nossa casa, não admitimos que falem mal de Guataçara Borba
Carneiro. Bons tempos aqueles da politíca que se fazia por idealismo e
com o intuíto de ajudar o porvo e ao desenvolvimento dos muncípios. Não
havia outros interesses, como hoje existem. Não havia corrupção, Todos
os politícos eram pobres, porque gastavam tudo o que tinham em
campanhas e não havia retorno. Um Prefeito, nada ganhava, vereador
tampouco. Não havia maracutaia em licitações, essa nem havia,
comprava-se o que era necessário e pelo menor preço. Bons tempos
aqueles. O político que fosse flagrado em qualquer descuido com o
dinheiro público, era imediatamente processado e alijado da politíca.
Nunca mais se elegia a nada. Ao contrário do que hoje estamos vendo.
Cada um querendo ser mais corrupto que outro e ainda cantam de galo. E
sempre voltam os mesmos. Quem sabe, esse ano, mudamos, quem sabe?
A última vez que estive com o Alberto, ainda morava em Belo Horizonte.
E, lembro quando estávamos nos despedindo, ele e o Tobias, me
acompanharam até o carro. E o Alberto disse uma frase muito
interessante que eu até hoje uso em brincadeiras com amigos. "Se nós
não se ver mais que seja por morte sua."! O Alberto riu muito, como o
Tobias. E o Alberto disse que tinha um caboclo da Ventania que usava
esse temo quando se despedia (caboclo filho da puta, emendou), demos
muitas risadas. E ele disse, Mário, tô brincando, não leve a mal. É
óbvio que achei a brincadeira ótima e até hoje faço com amigos, porque
amigo é uma palavra doce. E quem tem um amigo é rico, quem tem dois é
milionário. Me julgo um privilegiado por ter gozado da amizade dessas
duas figuras de proa da história de Curiúva e além do que éramos
primos.
Comentarios
Rodinei Ribas
04/09/2010 as 05:09
muita coca cola levei pra casa do seu tobias!!figura agradabilissima dos tempos idos de curiuva
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