e um dia foi Caetê... hoje é Curiúva na internet!
Melhor Visualizado em: Firefox
Redescubra a web

No ar desde 24/04/2001

HOSTNP

O Campeiro

Postado: 26 de junho de 2010
Visitantes: 216 Categoria: Causos


por Osmario Martins Ribas

Havia no antigo Caetê lá pelos idos de 50 e até o início dos anos 60, uma figura folclórica de nome Campeiro, não sei de onde vinha, mas aparecia de quando em quando no Caetê, e onde chegava era uma alegria.

Campeiro tinha vários dotes, via sorte e ainda declamava uns versinhos:

"Quando mecê for embora dê lembranças a Nhá Tereza,
diga prela que to preso no jardim da Fortaleza,
só quero dormi um sono nos teus braços, baroneza.
Uma noite dessas, tive um sonho, acordei, dei um suspiro,
sonhei que fui no céu, desci na terra dar um giro".

E cada verso cantado vinha aquela risada gostosa, ahahahahah e assim ia o velho Campeiro contando suas estorias e a gurizada gostava e apreciava muito suas tiradas filosoficas de velho matreiro. Não pedia esmola, mas, quando via a sorte além de só falar coisa boa, dizia: "pague o que quiser, se quiser. Porque você já é rico, se não é rico é remediado e assim por diante". O verso mais interessante era esse:

"Se inté agora ainda me lembro daquele dia-santo passado,
quando fui vender meus frangos que minha mué tinha tratado,
cheguei na cidade, encontrei o fiscá e o delegado,
o fiscá foi me dizendo, nho moço, teja murtado,
fui descendo mais pra baixo, encontrei um homem rico do passo entusiamado,
queria comprá os frangos me pagava dois cruzados,
mais isso mesmo era fiado.
Ja bati lá numa porta, ouvi buia de carçado,
apareceu uma moça bonita como não tinha encontrado,
queria comprá meus frangos me pagava dois cruazado,
queria o vermeio e ja cobiçando o pintado,
mocinha me dê um abraço que te dou os frangos dado,
abraço não posso dar,
um abraço puxa outro e nois podemos se enrrabixar
e depois de enrrabixado nem Deus pode apartar."

São essas perolas da vida que encontramos no velho Caetê e que ficarão eternamente em nossa memoóia. Dos bons tempos de nossas férias, tanto de inverno quanto de verão que passamos no velho Caetê.

Comentarios

Sueli

28/06/2010 as 03:06

Apesar de não conhecer a maioria das pessoas citadas, me divirto muito com as histórias aqui contadas, que são muitas vezes, engraçadíssimas. Parabéns ao Sr. Osmario e aos demais que partilham conosco essas perolas vividas nos bons tempos do velho Caetê.

Poste seu comentario






Entrar

Busca na Lista telefonica