Postado: 30 de junho de 2010
Visitantes: 366 Categoria: Causos
As famosas corridas de cavalo em cancha reta animavam os Domigos de anntigamente.
Mario, creio que o "Juca" não falou isso por mal, e nem sabemos se é um pseudônimo, pode ser um Juca mesmo. Ele sempre usa o mesmo tom e acompanha sempre seus causos. Na verdade, é um FÃ, que disse lhe ter pego no colo para lhe parecer próximo, íntimo, e quem sabe arrancar-lhe mais alguma história.
Prezado Juca: Saudade do passado é lembrar do tempo de criança. Tempo que não volta mais. Recordar é viver. Quando ia de féria a Curiúva, nas décadas de 50/ e 60, já era menino feito. E, meu avô e minha vó, nunca me pegaram no colo. Então seu Juca do K.....com todo o respeito à brincadeira, vc ter me pego no colo. É a mesma coisa que eu dizer que peguei no colo o Constante Borges, pai do Alberto, do Tobias, avô do Hermes do Zizo etc.etc.Impossível, não é?? - Portanto, acho que o amigo se é que assim posso chamá-lo, esta totalmente equivocado. Além do mais, não lembro de um dia ter recebido colo nem de meu velho Pai. Fomos criados os 7 irmãos, como homens desde tenra infância. Aprendemos desde cedo a não levar desaforos para a casa. A ponto de um dia ter ouvido de meu Pai que nós eramos homens desde o momento do nascimento. E assim deviamos nos portar. Quando frequentava Curíuva ja era menino Homem. Desta forma, vc dizer a frase infeliz "peguei esse ai no colo". É de uma infantilidade a toda prova. Se o Renato, Mano, ambos ja falecidos, Javert, tivesse dito, mesmo sendo inverdade, não veria nada de errao, pois, são meus tios. Agora, voce escondido atraz de um pseudônimo de juca, dizer no site uma asneria desta envergadura e ainda me chamar de seu companheiro. Não lembro ter conhecido no Curíuva, ninguem com esse nome e nem amigo de nenhum juca. Portanto Juca do K....é bom esclarecer, para que não paire dúvida do que vc disse. Se não soube se expressar, tudo bem, do contrario, só posso te dizer, "cresça e apareça" - Se foi um mal entendido, queira me desculpar. Mas não venha com estorias sem fundamento. Não fiquei bravo. É o mesmo que eu dizer que conheci sua Mãe na casa da Janet, quando eu lá frequentava, o que vc acha da idéia? Assim sendo, devemos esclarecer para que não paire dúvida quanto a sua reputação. A minha é conhecida a mais de 50 anos, e tem mais, não me escondo atrás de outro nome, sou sempre o mesmo. Com as minhas, Saudações.
E saudade do passado Osmario Martins meu companheiro peguei esse ai no colo....
Essa história que vou narrar, ocorreu na casa velha do meu avô João Martins, nos idos de 1985. Morava em Belo Horizonte, na época, tive que ir a Ibaiti, e, resolvi dar uma passada por Curiúva> Mano, ainda, era vivo. Estavamos descendo para a casa velha eu e Mano, quando encontramo o Tobias que vinha subindo a rua. Cumprimentamos com alegria e convidamos a nos acompanhar na visita que iamos fazer ao Javert. Lá chegando, resolvemos chupar laranjas, é bom lembrar que as laranjas daquele velho quintal eram de excelente qualidade. Javert, colocou uma espécie de anzol na ponta de uma vara e aí iamos cutundo as laranjas e pegavamos no ar. Cada um com uma faca e muita conversa, naquela bela manhã. Tobias, estava muito feliz e estava contando causos do Alberto e do Tio Constante, do tempo que plantavam roça para engordar porcos. De repente, o assunto despecou para mulher. O Tobias muito arisco nesse assunto, falava pouco. Foi aí que a queima-roupa, fiz ao Tobias a pergunta, mas, antes porém, indaguei se eu podia fazer qualquer pergunta e se o fizesse ele não iria ficar bravo comigo. Afinal eu ja havia passado dos 50 anos e Tobias mais de 80. Ele foi categórico e disse: Mário, pode perguntar o que quiser se eu souber, responderei com satisfação. Eu gaguejei um pouco o Javert, ficou olhando bem como o Mano, aguardando a minha pergunta, que parecia ser de grande indagação histórica. Eu olhei bem para o Negro Tobias, e disse, Tobias, no Caeté de antigamente não havia zona de mulheres ou havia? Ele prontamente respondeu, não tinha. Mulher era coisa muito rara. Aí sapequei a pergunta e como os meninos e rapazes da época faziam?? ele, ficou sem saber o que responder, foi que afirmei: - havia muitas ´éguas, acho eu, que a gurizada barranqueva. E acho eu, que quem não barranqueava não era homem de verdade. Aí perguntei, vc barranqueava?? Ele prontamente, afirmou meio sem jeito, o que podiamos fazer, era o único jeito. Saímos dali dando boas gargalhadas e voltamos a casa do Mano, antes, deixamos o Tobias na praça. Aí o Mano me interpelou, vc é louco Mario, perguntar isso ao Tobias. Pois é, pergntei, afinal de contas ele não podia negar, face a situação que o coloquei. "ou barranqueva ou não era homem" e isso o Tobias, jamais iria admitir. Mostrou a nós que não foi diferente dos demias guris da época.
essas carreiras do ctg fazem parte das minhas lembrancas de curiuva, visto que morei ao lado do ctg, na casa dos meus avos, domingo era dia de acordar cedo e ir ver as carreiras, tomar mt sorvete e se empanturra de doces, encontrando os parentes e amigos da familia, do alecrim, cachoeira e por ai afora... como eh bom lembrar akele tempo...
Quando morava em Castro, nos idos de 1966. Fui em muitas carreiras na Ventania, Jaguariaíva, Curiuva e Pirai do Sul. Nessas idas, ia acompanhado por um carreirista antigo de chamado de Nho-Quin Gerreiro, parente dos Guerreiros de Cuiruva e Sapopema. Nhô-Quin, que me avisava do dia das carreiras e, ja me convidava dizendo "nho-Mário" nessa bamo. Éra sempre aos domingos, e ja na madrugada por volta de 5 horas da manhã, estava lá em casa Nhô-Quin, gritando, na rua para eu acordar. Iamos tomar café na estrada. Nhô-Quin, era uma figura queridissima e muito engraçado. Tinha poucos recursos financeiros, vivia de aponsentadoria do Fun-Rural. Mas, trajava-se de gaucho, bota engrachada e bombacha limpa e bem passada e chapéu de barbi-cacho. Era um velho muito simpatico e alegre. Viajamos conversando e ele contando suas proezas da mocidade, que quando jovem muitas donzelas se perdia de amores por seus encantos. Eu ismiuçava o assunto e Nhô-Quin, ia narrando suas peripécias de namoro e carreiras. A viagem mesmo em estrada de terra (naquele tempo, não havia asfalto), nem se via o tempo passar, enlevado pelos causos do companheiro de viagem. Quando chegavamos ao destino das carreiras, eu perguntava ao velho Guerreiro, em quem ia jogar e ele dizia, vou primeiro dar uma olhada nos cavalos e ouvir o que o povo da cocheira tem a contar. Daí te conto e nóis vamo ganha um dinheirinho extra.E lá se ia o meu companheiro, atráz de noticias. Antes do churrasco que se fazia, geralmente proximo a raia, aparecia Nho-Quin, sorridente e trazendo no lábios boas noticias. Nho Mário, vamos jogar na éguinha do Pedro Queiroz o cavalo do alecrin não dá pro cheiro. Após o churrasco, sempre acompanhado de cerveja quente e com ouvidos atentos para escutar os comentários da corrida. Pouco antes dos animais se apresentar na raia, Nhô-Quim, ia em um dos trilhos da raia girtando, eu sou égua, eu sou égua e lá ia gritando. Jogava geralmente 5 mil réis, equivalente a hoje a 50,00 reais. Terminado o percurso naquele trilho e ia para o outro gritando eu sou cavalo, eu sou cavalo e jogava mais 5 mil réis. Dessa forma, Nho-Quin, sempre ganhava, porque perdia em um e ganhava em outro. E, na volta da viagem, dizia, nho Mario, jogou na éguinha, eu dizia, joguei, Nho-Quin, perdi. vc disse que ela ganhava. Ele mais que depressa, meio sem jeito, falava, sabe, na ultima hora mudei, porque me disseram que a éguinha tomou uma injeção, pouco antes e deu um suador medonho. Nhô-Quin ou melhor Joaquim Guerreiro, era um homem simples, mas, de um grande coração. Dizia, ganhei um dinheirinho pra levar pra minha véia que ficou rezando em Castro, para que nóis fizessemos uma boa viagem. E, por certo as orações da velha senhora, foram atendidas, porque nunca nada nos aconteceu em mais de 50 (cincoenta) viagens que juntos fizemos. Fantasticos domingos eram aqueles, que todos os moradores das cidades se reuniam, para assistir aquela grande festa que é o ínicio e o final das carreiras.
Gerson, o Negro, como era chamado o Tobias José Borges, não era escolhido sómente por sua estatura moral. Mas, princiopalmente, pela experieência que tinha em raia de dois trilhos. Era um grande marcador de tempo, além de outras qualidades. Grande Tobias, qualquer dia vou contar uma historia que se deu la na casa velha e que teve por testemunha o Javert, estavamos sómente nós treis, chupando laranjas,. É um fato muito interessante.
Osmário, lembro de algumas corridas na raia de Curiuva, onde sempre o juiz da carreira era o Sr. Tobias Borges, que pela sua integridade moral, era sempre escolhido para essa função.