e um dia foi Caetê... hoje é Curiúva na internet!
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Apresentando nosso novo Colunista

Postado: 25 de junho de 2010
Visitantes: 722 Categoria: Causos


De tanto comentar no site, criamos um espaço só pra ele: Osmário Martins Ribas

O leitor mais atento do nosso site já deve ter se perguntado: quem é esse cara, que escreve sem parar, comentando quase todas as notícias, esse tal de "Osmário Martins Ribas".

Nasceu em Ibaiti no ano de 1943 e viveu lá até os 7 anos, indo depois para Castro. Quando seus avós, em 1951, mudaram-se para Curiúva, passou a frequentar a recém-criada cidade. Osmário, na época chamado de Mário, é neto de João Martins Netto, que era pai do Renato, Mano, Javert, estes três comerciantes durante muitos anos no Caetê Velho, sendo o Javert ainda vivo, além de César, Alda, Ione e Regina. É filho de Ione, já falecida, e de Abrilino Barbosa Ribas, Tibagiano. Nessa época que frequentava Curiúva, estudava em Castro, no Colégio Deiocesano de Santa Cruz. E, nos períodos de férias escolares, ia passar em Curiúva, desde os anos de 1954 até 1961. a partir dessa data,  já residindo em Ibaiti, ia muito a Curiúva e na Figueira nos bailes que havia naquela época.

Como ia muito  a Tibagi, e por ter residido na mesma por 4 anos, muitas histórias de Tibagi ouviu de seu Avô João, e dos tios Renato e Mano também, além dos tibagianos antigos, inclusive do Constante Borges que era casado com uma irmã do Vô, de nome Maria José. (só nesse parágrafo foram 3 nomes de rua, 1 de praça e 1 de bairro em Curiúva).

Depois de formar-se em Direito em 1976 pela Faculdade de Direito de Curitiba, foi advogado do Bamerindus durante mais de 20 anos, e atualmente exerce função de advogado no Tribunal de Contas do Paraná, desde 1994, em Curitiba, onde reside com a esposa e três filhos.

Dotado de impressionante memória fotográfica, lembra de detalhadamente das histórias ocorridas durante suas visitas a Curiúva. Por mais que invente ou aumente um pouco, não podemos deixar de eternizar, aqui no site, suas mirabolantes passagens. E que apareça alguém, por favor, para confirmá-lo ou desmentí-lo.

Emanoel Martins Filho, primo do Osmário
Administrador do Site

Comentarios

Altiva

28/08/2011 as 21:08

achei esse lindo site, no qual tbm me fez relembrar mtas historias. Mas como o Lourival, do qual nao me lembro, venho relatar aquilo que jamais se apaga das lembranças. Eu tbm fiz parte do elenco teatral do FLORI qtas saudades..............e numa das dramatizaçoes uma frase que ate hoje ressoa aos ares, na qual frase eu falo à minha filha(ISMARI), o pai enfurecido bate na mesa, bravo...contra um namoro. minha filha (ismari) chora e eu disse: FILHA , TUDO PASSA, TODAS AS DORES E AMARGURAS FORAM IMPROVISADAS POR DEUS, PARA POR-NOS À PROVA, UM DIA SEREMOS FELIZES...... Eu Altiva(filha do Tenente Abimael, amava participar dos teatros, comedias e monólogo, Falar em monólogo qdo na ocasiao ja tinha ido embora para Curitiba, estudar e trabalhar, no primeiro ano após, fui passear num DIA DAS MAES, e qdo lá cheguei em curiuva, meu pai falou que o dr. Alvaro Franco estava atras de mim, para fazer o monologo do dia das Maes. Meu Deus, assim na ultima hora de sexta-feira para domingo.......uffa, mas com a ajuda de meu amado pai, consegui decorar um enorme texto. e Graças a DEus saiu mto lindo. QUE SAUDADES,,, que turminha boa essa nossa, que tal se pudessemos nos reunir um dia , para relembrar fatos, causos e rir mto?????? esse nosso GRUPO TEATRAL era famoso. Vejam só ate encima de caminhao da prefeitura, viajamos para se apresentar em outras cidades, e dá-lhe PIPOCAAA. EHEHEHEH, feitos pau de arara. kkkk, mas era mto bom. Abraços ALTIVA MARIA MENDES JACOPETTI

Osmario Martins Ribas

04/08/2010 as 22:08

Que boa notiicia vc esta me dando. É assim que deve ser. Todos os Municípios do Paraná, deveriam adotar isso como costume e lei. E parar de homenagear gente que ninguém sabe que é ou que nada fêz em benefício da cidade do Estado. Temos que homenagear nossa gente como ja dizia o velho Interventor Manoel Ribas. "a nossa gente que que devemos dar valor e é para eles que governo". Grande iniciativa do João Fadel. Por tudo que é e que fêz e por nunca ter abandonado o Curiúva. é que muito honra ser seu amigo. Parabéns, nessa maratona você de vereador vc realmente disputou e venceu, diferente daquela de GTBA.

Emanoel Martins Filho (Administrador)

04/08/2010 as 16:08

Mario, só pra te situar, uns 20 anos atrás todas as ruas que não tinham nome de curiuvenses tiveram sua denominação trocada, se não me engano por iniciativa do vereador João Fadel: a antiga Rua Afonso Camargo virou Rua Alberto Martins Borges e a Rua Ipiranga virou João Mileo, só pra citar dois exemplos. Quanto ao Bruno, ele já foi homenageado. A Apae de Curiúva chama-se "Escola Especial Bruno Rodrigues Ferreira" e foi construída bem em frente aonde ele morava.

Osmario Martins Ribas

04/08/2010 as 15:08

Meu caro Lourival, como poderia alguém não ter conhecido e, esquecer o Bruno, (vulgo gato). Apelido esse dado pela sua agilidade, por ser muito rápido na zaga do Curiuva Esporte Club.Lembro que lá pelos idos de 1954, eustava eu na casa do Tio Constante, na área da casa velha (era bem menino), quando a ouvi a Esther. chamar o Bruno, que estava passando na rua e pediu a ele que fizesse o favor de ir comprar 1 kg de linguiça no açougue do Chico Bucco. Nessa época era comum esse tipo de pedido. Quanto mais em Curiuva que todos se conheciam. Bruno saiu correndo e a Esther, ficou dizendo, o Bruno é pau pra toda óbra. Ao que o Tobias, retrucou, Esther, vc não devia pedir ao Bruno, ele esta em horário de trabalho. Estrher saiu sem responder e logo em seguida veio o Bruno com a linguiça e Estherf, agradeceu entregando-lhe um pão feito na hora em forno de lenha. Bruno agradeceu muito dizendo que não precisava. Mas era assim que se agradecia naquele tempo.Bruno era uma figura querida e tratava a todos com muita fidalguia como ele própio dizia. Era pussuidor de grande bondade, todas as crianças o adoravam porque estava sempre rindo, dava uma gragalhada que ecoava longe. Nunca se ouviu sair da boca de Bruno um palavrão. Lembro bem, quando formava a famosa dupla de zagueiros, Leoni e Bruno , os dois eram osso duro de roer aos atacantes adversários. Jogava descalço, não gostava de chuteira, alegava que caçado escorregava e não tinha arrancada, era muito rápido, quando driblado e caía levantava como um gato, dai o apelido. Com ele Leoni e Eduardo no gol faziam uma barreira quase que intransponível. Só fazia gols o time do monte Alegre, na époa o CAMA, com Ocimar,Taíco, Cézar Fizzio e Aloisio, que foram campões paranaenses. E a Cambuí que também tinha um time respeitável. Mas, o Curiuva jogava de igual para igual, e para sair com viotoria do Estádio Carlos Bentenhauser, esses dois grandes times tinham que suar muito a camisa. A última vez que vimos o Bruno,. estava ja arcado pelos anos, mas, sempre sorrindo e feliz, contou-me que estava aposentado e que tinha muitas saudades de Nho João e da Nha Julia. Pessoas como o Bruno e tantos outros que viveram e moerreram em Curiuva e que marcaram a sua passagem, deveriam ser homenageados com nome de rua. Assim faz os Prefeitos de Tibagi, lá nome de ruas são de figuras que marcaram´época. Bruno por ter sido o primeiro ou um dos primeiros funcionários nomeados, ainda, na gestão do Tobias Borges e tabmém, por ter defendido com ardor as cores do Cuiúva, merece com toda a justiça ter nome de uma rua. Sugiro que a Câmara de Vereadores, através de algum vereador que conheceu Bruno, apresente o projeto que tenho a certeza que será aprovado por unânimidade. Aí vai sugestão, em vêz de dar nome de ruas a pessoas que nignuém sabe de onde veio e nem para onde foi, porque não homengear os nossos moradores???/

Lourival De Oliveira-astronauta

04/08/2010 as 13:08

Gostaria de perguntar ao ilustre colunista OSMARIO, se tem alguma história pra contar do Bruno Ferreira(vulgo GATO) dos primeiros funcionarios da prefeitura de curiuva de quem orgulhosamente fui ENTEADO. Meu nome é Lourival de Oliveira(vulgo ASTRONAUTA) um dos primeiros funcionários do Forum onde trabalhei com Paulo Borges, Lineu Borges, Maria da luz Borges, Dr. João Botges e muitos outros. Tabem pertenci ao Grupo Teatral "Caravana da Saudade" trabalhando com Flori Guerreiro, Ezio Teixeira Roque, Ernestão, Ismari do seu Ismael Franco, Ivoninha do Acir, Eudes(Zebra) do Aparicio, Rosildo Batista(Vico), Antonio Taques(Xaxim) e muitos outros. NÃO TO LEMBRANDO NO MOMENTO, MAS ACho que lhe conheci naquela epoca. Hoje moro aqui em curitiba com minha familia (esposa e filhos). Abraços e felicidade a vc e sua familia. Lourival

Osmario Martins Ribas

30/06/2010 as 23:06

Walter, pouca lembranças tenho do Aparicio. O Eudes é bem mais novo e tenho uma vaga lembrança.Dos Carneiros e do Bodes, lembro da rivalidade que havia. Era o Ziran, Carlinho e eu que procuravamos desesperadamente guerrear. Na maioria das vezes que nos defrontamos os bodes sempre perdiam. Pudera também, os Carneiro, tinham um timação com o João Taques, Toninho (xaxim), Zico no Gol. Era uma seleção de cracks e vc também quuando jogava e jogava muito bem. Lembro que era uma guerra no bom sentido. Lembro que não havia brigas a não ser pequenas discussões. Mas. era muito disputado. E, no final todos nos abraçavamos, porque eramos todos amigos. Assim, vc como viveu toda sua infancia em Curiuva, tem milhares de historia para contar. Das festas da Igreja do Cinema, do Rêgo da Esther, onde tomavamos banho. Aquilo era fantastico. Da radiolinha do Lineu. Walter se vc tiver tempo e disposição para contar tudo o que viveu naqueles bons tempos do Caeté, Vai ser muito divertido. E um dia vamos colocar tudo isso num livro, porque não? Vamos se anime e vamos contar nossas experiências daqueles bons tempos. abçs

Walter Borges Carneiro

30/06/2010 as 21:06

Meu caro Mário: Indico-lhe dois fatos para você descrever: 1) a circunstância do Aparício - pai do Eudes - exercer as funções de fotógrafo e jogador, destacando-se que ao fotografar o time do Curiúva ele tomava a cautela de programar um terceiro que ocuparia o espaço a ele reservado enquanto preparava a máquina(aquelas de meados do século passado) para fotografar (a foto que o Emanoel estampou no site retrata muito bem, batando atentar para a pose do Aparício). O compadre Mano narrava com frequência esse "causo" pitoresto de Curiúva. 2) seria interessante que você também descrevesse as disputas de futebol envolvendo os Carneiros (quem tinha o nome da família Carneiro) contra os Bodes (quem evidentemente não tinha o nome Carneiro). Você, o Carlos Cesar e o Ziran, lembro bem, eram os craques dos Bodes, enquanto o João Taques Carneiro e seu irmão Antonio "Xaxim" comandavam o time dos Carneiros, ao lado do Zico, Reginaldo Carneiro Raffo, Adalberto e eu que, as vezes ganhava uma vaga de substituição. Tanto o João Fadel como o Zizo poderão descrever para você esses fatos verificados ao final da década de cinquenta. Abração amigo do Walter Borges Carneiro

Osmario Martins Ribas

30/06/2010 as 11:06

Rosana, quero me redimir e fazer uma correção no caso do Compadre Coteco e que Deus o tenha. Troquei a Festa de São Sebastião que é do Guajuvira e não Felisberto. Fica assim retificado o nome. Para que não haja confusão. Nessas fetas de Igrejas, muito comum nas velhas cidades de Castro e Tibagi, também, ocorriam fatos inusitados dignos de notas e que futuramente, estarei contando.

Rosana Martins Borges

29/06/2010 as 22:06

Mário, as festas acontecem até hoje no Bairro Guajuvira, em louvor a São Sebastião e Santa Rita (20 de janeiro e 24 de maio, respectivamente). O pai contava essa história e, embora um pouco diferente não vem ao caso.

Berenice

29/06/2010 as 22:06

Vou contar um "causo" verídico. Numa daquelas tardes de verão, estava o pai Mano , fazendo palavras cruzadas e claro, de olho no negócio.Usava um chapéu de palha que tinha um pequeno rasgado na aba. Chegou então um freguês, como ele mesmo dizia, "venhaco", e pediu para provar um pedaço do fumo de rolo marca Tietê que estava no chão. _ Pois não, pode pegar, disse Mano. O fulano então "venhaco", pegou um verdadeiro naco de fumo, pensando que o Mano não estava vendo. Fez seu cigarro, fumou tranquilo, e por fim disse: _ Vou levar 100 gramas. O Mano cortou um pedaço bem pequeno e entregou ao danado. Foi então que o "venhaco" falou: _ Mas só isso? Não tá muito pequeno? O Mano , muito ligeiro, justificou: _Com o do bolso inteira. O meliante ficou sem entender nada. Não sabia ele que o chapéu tinha um furo na aba, e justamente por ali o Mano viu quando ele colocou o enorme pedaço no bolso. Como todos sabemos, o Pai não tirava o olho do "negócio". Nada passava.

Osmario Martins Ribas

29/06/2010 as 15:06

Que alegria Walter, até que enfim vc viu o site do Caeté, comandado pelo Emanoel (filho do Mano). Agora, vamos ter grandes estórias, porque vc Walter, mais do que ninguém deve ter historias do "arco da velha", principalmente da Esther, ah se não tem!!!!e da Elza e Maria da Luz????dos bailes,dos carnavais. Vc e os Raffos, têm historias fantasticas. Como disse o marido da Berenice, o Paulo, nesse sitio da internet, podemos formar novamente uma grande amizade, que se perdeu no tempo, por uma série de fatores, que não vem ao caso. Parabéns, compareça, sempre. abçs

Walter Borges Carneiro

29/06/2010 as 14:06

Há 3 dias enviei e-mail manifestando alegria pela entrada do Mário no site a fim de contar suas estórias - em verdade histórias. Como não encontrei a mensagem enviada, faço uso, novamente, do espaço para manifestar minha alegria pela excelente idéia. O Mário é um arquivo seguro e autêntico de Curiúva a partir de 1956. E, assumo o compromisso de criticar eventual equívoco. Um abraço fraterno a todos. Walter Borges Carneiro

Osmario Martins Ribas

29/06/2010 as 11:06

Essa o João deve lembrar bem: Havia no Felisberto todo ano uma Festa dedicada a um Santo Padroeiro da Capela lá existente, não me recordo o nome do Santo (a). O responsável pela festa era um cidadão da raça negra, por demais simpatico e bonachão, de nome COTECO, sendo devoto fervoroso, cabia ele organisar tudo, desde os leilões que se faziam até a churrascada que era feita no dia da comermoração. Os devotos que eram muitos, faziam ofertas que eram colocadas em um balaio que ficava defronte ao altar. E a festa muito animada que era, vindo pessoas de todas as partes, eis que de repente, chega um cidadão que ninguém sabia de onde tinha vindo. Se dirige a Capela, faz suas orações, todos olham o cidadão, bem vestido de gravata borboleta. Chega ao balaio, olha para tráz para os lados e grita: TUDO COMPADRE COTECO? -em seguida coloca todo aquela dinheirama em uma sacola, deixa a capela e da mesma forma que chegou, desparece. Na ocasião, houve muitas especulações sobre o episódio que até a presente data não sei o resultado. O que sei é que é um fato verdadeiro, porque todas as pessoas na época comentavam. "Tudo é Compadre Coteco???????????

Berenice Martins Ferrari

29/06/2010 as 01:06

Aquela árvore de flores amarelas...Mesmo eu que sou de outra geração, quando sinto o seu cheiro peculiar fico com uma saudade imensa daquele Caetê. Talvez isso aconteça por não morarmos mais lá, e termos saudades de tudo que nos lembra Curiúva.

Osmario Martins Ribas

29/06/2010 as 01:06

Tenho muitas saudades da casa velha do meu avô, João Martins e de minha vô Julia, Só Deus sabe a tristeza que tive quando o Mano faleceu. O Mano era muito mais que irmão, era meu amigo. E,. quem tem um amigo, sabe o que isso significa. Entre eu e o Mano, havia cumplicidade, nos entendiamos pelos olhos, não havia necessidade de falar. E é por essa razão que eu deixei de ir a Curiuva, um dia expliquei isso a Cida e ela, mulher inteligente, sábia, entendeu e me disse, sabe Mário, eu sei o que vc sente quando chega aqui e não encontra o Mano. O Mano era para mim uma referência de meu tempo de adolescente até ficar adulto. Primeiro foi a perda do Vô em 1967. Ali ja foi para mim uma perda que sinto até hoje, como a do Mano, vou sentir por toda a minha vida. Sinto falta de ir a Curiuva, sentar ali na área naquelas tardes quentes e ficar horas e horas conversando, bobeando, rindo de tantas coisas que tinhamos um para outro para contar. Hoje, vivo enjaulado em um apartamento, pouco saio de casa, não aprendi a frequentar bares, tenho muitos conhecidos pelo Brasil a fora, mas, amigo mesmo, tenho dois, sendo que um deles está com uma doença grave e não deve durar muito tempo. Dese menino fui muito sonhador, por esta razão sempre fui amigo de pessoas mais velhas. Pouca gente entendia eu ficar conversando com gente bem mais velha que eu que servima de meus avós, mas, eu gostava desde aquele tempo de ouvir estorias. Por essa razão muita coisa ouvi contar. Estou falando tudo isso, que parece saudosismo, mas, não o é, e sim uma explicação lógica aos filhos do Mano do porqueê eu não mais frequentar o Curiuva, Vejam que a uns dois anos atráz estive em Curiuva, vindo de Londrina e dormi no Hotel, o Emanoel, foi que arrumou quarto, porque estava tudo lotado. Imaginem eu que morava no Caeté, hoje sou hospede em Hotel. Isso me fêz muito mal. A quela noite não dormi, fiquei escutando os caães latirem e ouvi os galos cantarem na madrugada. Passei a noite toda, rememorando a minha vida que passei em Curiuva. E lá estava eu num minusculo quartinho de hotel de terceira categoria que nem toalha de banho tinha. ´Desculpem, mas, é um desabafo e tinha que fazer, por que isso me incomodou, durante algum tempo. Hoje ja assimilei e passou, como na vida tudo passa. Espero que meus parentes os filhos do Mano, entendam e compreendam minhas razões. Mas, saibam que adoro o velho Caeté, e sempre estou sonhando com a Casa Santa Rita, e vejo o Mano o Renato e o Vô, sentado embaixo daquela árvore de canfistola que ficava no verão cheia de flores amarelas.

Osmario Martins Ribas

29/06/2010 as 00:06

A historia que o João te contou, não foi bem assim. Foi um dos momentos mais terríveis que vivi em minha vida. Passo a narrar o que realemte aconteceu: Nessa época eu tinha sómente o Carlos Augusto e Ana era de colo, Foi no verão de 1982. Antes de chegar em Guaratuba eu passei por Fóz de Iguaçu e lá comprei muitas coisas e diversos litros de wiski, estava com o portamala do carro carregadissimo de bugiganga e me hospedei na Cabana Suissa. Sai cedo do hotel, acompanhado do Carlos que tinha na época 6 anos e fui procurar a casa do meu compadre Leprevost, la chegando me disseram que ele estava no Iat Club de Gtba, deixei o Carlos na casa com a Jussara, mulher do Leprevost, que tinha 4 meninos todos de idade semelhante ao do Carlos. Fui ao Iat e la começamos a beber wiski, tirei dois litros do portamalas e fomos bebendo e vc sabe como que sou, esqueci do mundo. Lá pelas duas horas da tarde, resolvemos subir, eu para pegar o Carlos e ir para o Hotel, onde tinha deixado a Dora desde cedo. Quando chego na casa do Leprevost, a Jussara, gritou da janela, Osmario do céu teu filho sumiu no mar. No mesmo instante veio a minha boca um gosto amargo de fel, foi como tivesse sido atingido por um raio, sai do carro como um louco e corri para o mar, gritando como louco desesperado, as pessoas correndo atráz de mim, segurando e eu enlouquecido, dizendo o que vou contar pra Dora, como que eu perdi o meu filho. Acho eu, que foi naquele momento que meus cabelos ficaram brancos. A praia toda se movimentou e, de repente eu vejo alguns bombeiros trazendo o Carlos Augusto, Eu só lembro que o peguei no colo, sai correndo, cheguei no Hotel e disse a Dora, arrume tudo, vamos embora agora mesmo, ela sem saber o motivo dizia o que houve??? eu não contei nada, arrumamos tudo, paguei o Hotel e fomos dormir na cidade de Registro ja no Estado de São Paulo. Essa é a historia verdadeira e que eu não gosto nunca de lembrar, porque foi uma das piores experiência que tive em minha vida.

Rosana Martins Borges

29/06/2010 as 00:06

Emanoel, você esqueceu de mencionar, dentre os irmãos do pai, o Tio Cesar, famoso "dublador" da Banda de Tibagi. Será que o Mário sabe dessa?

Rosana Martins Borges

29/06/2010 as 00:06

Mário, por coincidência, há poucos dias o comprade João Batata (como carinhosamente o chamamos) contou a mim e ao Cride essa história. Contou, ainda, que na mesma ocasião você avistou no mar, já longe da praia, uma bóia que seria do Pedrão, seu filho. Ficou apavorado pensando que ele estava dentro dela, mobilizou meio mundo, o corpo de bombeiros, quando ficou constatado que a bóia estava vazia e o Pedrão em casa. Muito danado, soltou-a no mar e voltou pra casa. Você teria ficado tão indignado que voltou pra Curitiba no mesmo dia.

Osmario Martins Ribas

29/06/2010 as 00:06

Rosana, o que acontece com a palavra é o seguinte: Os indios caiangangues, que habitavam a região de Tamarana, ja eram abrasileirados, falavam a sua lingua misturada com o português, então a palavra chimaote o Mano, muito esperto que era aportuguesou de uma forma fácil de proncunciar. Devia ser parecida a pronúncia e ai ficou chimaote, é como forfe em vez de fósforo, krozene em vez de kerozene, sucre em vez de açúcar e assim por dainte. Bom, o importante Rosana é que venhamos todos a participar desse sitio como disse o Paulo, vamos todos escrever nossas historias, nossos causos, e um dia podemos condensar tudo e fazer um livro.. Que tal???

Osmario Martins Ribas

29/06/2010 as 00:06

Berenice,Paulo, que prazer poder conversar com vcs aqui nesse sitio como diz vc. A última vez que nos vimos foi po ocasião do falecimento do Mano, ja se passaram 10 anos. Fiquei muito feliz de tê-lo encontrado aqui nesse (sitio) e, vamos ficar nele e podemos sempre conversar como nos velhos tempos que iamos no sitio do Caeté. Vamos contar causos, vc deve ter muito se não de Curiuva, mas, sim de sua terra natal, grande, Jacarezinho. É uma forma de escaparmos desses enlatados americanos que existe na TV é escrevendo e assim vamos exercitando as mãos, os dedos a memória, assim driblimos aquele "alemão dos diabos, de nome Alzhaimer" - O que achou da idéia. Abraços a vc Bere e filhos que ja devem estar homens formados e como o Pai e a Mãe são um sucesso.

Rosana Martins Borges

29/06/2010 as 00:06

Por falar em chimaote, compulsando dias destes o dicionário de caingangue que o Mário deu para o pai, a única palavra que não encontrei foi chimaote, de modo que era chimaote do pai que chimaote tinha aquelesignificado, que só nos da família sabemos. Entretanto, que fique o chimaote, já arraigado no nosso "cainganguês".

Osmario Martins Ribas

29/06/2010 as 00:06

Silvio, essa e do seu Padrinho João Batata. Vamos se ele confirma: Residia eu em Belo Horizonte, e vim passar um verão nas praias do Paraná, estava em Guaratuba. Quando em um sabado, estava eu na praia do Cristo, proximo a colônia que o Bamerindus possuia ali nas imediações, e, havia muita gente ali na praia e alto-falantes anunciando de uma maratona de natação que sairia do Cristo até a Praia, onde ficava situado um Hotel na praia grande. Havia ali mais de 500 nadadores de camiseta com emblema da Prefeitura de Guaratuba, as pessoas estavam se aquecendo, exercitando-se para adentrar ao mar. E, qual não foi minha surpresa, quando vi o João Batata, com a camiseta da maratona e uma imensa bermuda listrada, eu chegeu devargarinho atráz dele e preguei aquele susto, dizendo o que ta fazendo aqui louco, vc não sabe nadar. E, ele mais que depressa disse, fique quieto, não fale alto, eles pensam que eu vou disputar, mas, eu só entrei para ganhar a camiseta. Quanto todos entrarem no mar eu entro ali no razo e ja saio. E, foi exatamente isso que aconteceu. Estrou retratando porque fui testemunha ocular dessa história, agora, Silvio vá la e pergunte a ele se é ou não verdade??

Silvio Do Mano

28/06/2010 as 23:06

Lendo as histórias do Mário,me emociono,rio,choro sozinho e depois as repasso diariamente ao meu querido e polêmico padrinho João Batata. Segundo ele, a maioria é "chimaote do graúdo".

Paulo Ferrari ( Da Bêre)

28/06/2010 as 23:06

Embora saiba das notícias deste sítio pela interlocução da Berenice,minha esposa , ou como corrige o Mário, minha mulher( quem diz esposa denota traços de frouxidão), congratu-lo me com seus leitores pela contratação do colunista em questão. O Mário reverbera com bastante propriedade os "causos" outrora contados pelo nosso inesquecível e amado Mano.Conhecedor dos dois mundos, o cosmopolita morador das capitais Belo Horizonte e Curitiba, mantém-se fiel às suas origens interioranas.E nos brindará com suas curiosas estórias.Ganham os leitores!

Berenice Martins Ferrari

28/06/2010 as 23:06

Mário. Parabéns e que venham as estórias! Não esqueça de contar a da Chica Balaieira (personagem pitoresca de Tibagi). Uma das melhores que o Pai contava. E até João Desidério, com terno de casimira...

Rosana Martins Borges

28/06/2010 as 21:06

Mário, parabéns pela "contratação". Você é uma figura, e como meu querido pai Mano, tem uma memória fabulosa. Muitos dos "causos" ouvia o pai contar e me dá uma imensa saudade. Um abraço.

Osmario Martins Ribas

26/06/2010 as 14:06

João, é possível mesmo que o Javert, venha a utilizar mais a internet, porque afinal de contas aquelo "loko véio" para de incomodar-se com a vida dos outros. Apesar de que, pouca coisa vivieu aquele animar véio, vivia escondido, quando guri novo e (deusulivre), alguém perguntar alguma coisa, virava um chapéu velho. Ele tinha um cavalo de cor baio, parecido com o Trrigger (cavalo do Roy Rogers), toda tarde ia no potreiro do João Tiburcio, que dividia com o potreiro de Tio Contante, onde havia uma lagoa e ali ele dava banho no cavalo, tinha um ciume desgraçado, não deixava ninguem montar, dizia ele: Pinheiro, não adianta pedir, comigo é no pau da goiaba. E assim vivia o Javert, a noite club, jogar e de dia sumia. Era um fantasma. Mas, quem sabe cutucando, venha a contar algumas boas lá do Tibagi, tem algumas boas dele com o Mano, quando viviam lá naqueles tempos idos. Vamos provocá-lo quem sabe o touro véio vem pra mangueira e daí laçamos o bicho e fazemos contar, nem que seja a laço.

João Martins Neto

26/06/2010 as 14:06

Tem que incentivar o Javert a usar mais a Internet, pra que ele também conte uns causos do Caetê Velho. O João Batata também tem tem uma boas.

Gerson Renato Martins

26/06/2010 as 02:06

Emanoel, parabens pelo espaço aberto ao Osmário / Mario / Zé Rodinha, certamente ela nos trará grandes estorias que nos transportará no tempo.

Osmario Martins Ribas

25/06/2010 as 23:06

Emmanoel, apresentado que fui, agradeço a gentileza toda especial em me conceder esse espaço. Vou procurar retratar tudo de forma clara e simples. Porque esses acontecimentos, não podem cair no esquecimento. Pretendo colaborar, porque tenho muitas estorias para ser contadas.

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