Muita emoção. Assim pode-se definir as duas semi-finais do Campeonato Municipal de Futsal. O público não se fez presente como se esperava, talvez em virtude do longo período de paralisação do campeonato. Mas dentro de quadra, o equilíbrio entre os 4 postulantes ao título foi impressionante: viradas, zebras, empate no último minuto, pênaltis. Mas as torcidas dos times "da casa" saíram frustradas. Real Master, praticamente toda do bairro Taboão, e Sapopema, farão a final do campeonato.
O surpreendente Real MasterSe no segundo jogo, que seria entre Vila Esperança A e Sapopema, não se poderia definir o favorito, o mesmo não seria possível afirmar do primeiro jogo. Os Karakata, primeiro colocado, invicto, futebol vistoso, contra Real Master, último a garantir a vaga, perdeu para todos os outros três semi-finalistas. Mas o futebol, e em consequência o futsal, encanta por ser imprevisível.

Os Karakata estava sem dois titulares, Janilson e o goleiro Piti. Como afirmamos aqui na coluna da semana passada, que me perdoem os reservas, mas estes não seriam à altura dos titulares. Mas no primeiro tempo isso não ocorreu, e Os Karakata terminaram a primeira etapa em vantagem, com pinta até de que ganhariam de goleada. Mas o Real Master não deixou o adversário de distanciar. A a jogadinha manjada "bola do goleiro direto para o atacante Leandro" foi se tornando eficiente, enquanto a não menos manjada jogada entre Edicarlos e Pinduca não funcionava. E quando Os Karakata acordaram, o Real Master havia virado o jogo. E como o tempo passa mais rápido para quem está perdendo, quando menos se esperava o juiz apitou o fim de jogo. A barulhenta torcida dos Karakata, assim como a maioria do Ginásio, parecia não acreditar: seu time, que não perdera uma partida sequer, perdeu justamente quando não podia. Festa da torcida do Taboão, que viu seus atletas, desta vez representando a equipe do Real Master, chegar a mais uma final.
Em entrevista ao site curiuva.com após o jogo, o jogador Edicarlos, destaque dos Karakata ao longo do campeonato, não culpou seus companheiros reservas que entraram. Disse que a equipe estava sem ritmo devido ao tempo de paralisação do campeonato, e que faltou perna no final.
Vila Esperança consegue empate no final, mas Sapopema é melhor nos pênaltis.Um jogo estudado, do começo ao fim, jogado nos (poucos) erros do adversário. Nenhuma equipe, em momento algum, conseguiu abrir dois gols de vantagem. A Vila Esperança A saiu ganhando. Fez poucas substituições. Os jogadores Pika e Fabinho, vindo de trás, se mostravam mais eficientes que o muitíssimo bem marcado Robson, artilheiro do campeonato. Por Sapopema, somente um reserva, mas os 5 atletas da linha se revezavam constantemente. O pecado da Vila Esperança foi justamente ter insistido sempre na mesma formação.
Sapopema virou o jogo. O experiente goleiro Claudião, de 43 anos, fechava o gol. Marquinho, de 23, fazia boa partida. O que vinha por cima, Claudião tirava. Mas no finalzinho, Robson, o artilheiro, apareceu. Empatou o jogo num chute do meio da quadra, pegando Claudião desprevinido. Num jogo equilibradíssimo, os pênaltis seriam mesmo um final previsível.

Nos pênaltis, a estrelas da Vila Esperança A despediçaram 2 cobranças. Fabinho, com sua potente canhota, converteu o primeiro. Mas Pika, o cérebro da equipe, chutou na trave. E Robson chutou por cima do gol. Sapopema aproveitou as 3 cobranças. E comemorou em solo curiuvense. Não sozinhos, porque trouxeram numerosa torcida, mas calando mais uma vez a imensa maioria que torcia pra Vila.
Agora Sapopema X Real Master na final. Sapopema chega invicto. Derrotou o Real Master na primeira fase por 8 a 2. Mas, depois de ontem, alguém arrisca falar em favoritismo?
Escreveu Emanoel Martins e colaborou Silvio do Mano nas entrevistasO titular da coluna, Vezio Vitor, ausentou-se por motivos de trabalho, mas estará de volta na final.