Postado: 16 de maio de 2009
Visitantes: 460 Categoria: Homenagem
Poesia de Zhiran Van Der Brhoocke Prestes a seu pai e tio
Pedro e Sérgio, os nomes pouco importa,
como Deus escreve certo na linha torta
por esse mandão sem eira e nem beira,
eram valentes e viviam muita emoção
saindo por aí pegando o sol com a mão
e também tomando banho de cachoeira;
Trabalhavam no leve e no pesado
faziam grandes safras sem arado
e ainda criavam animais também,
durante a semana eram as empreitadas
as festas religiosas eram respeitadas
como a do Divino Espírito Santo, Amém!
Da divisa da Argentina traziam suínos,
eia,eia,vem,vem do condutor eram hinos
que ressoavam nas campinas a ecoar,
apesar de ter nascido em um berço forte,
rezavam muito para ter muita, muita sorte
e logo para casa enfim poder voltar!
Lutavam no sol, na chuva, no inverno e verão,
eram bem fortes e tinham muito calos na mão
e com o progresso eles fizeram colaborar
viveram a vida inteira sem nenhuma vaidade,
e para nós deixaram uma enorme saudade
e para todo o povo moradores deste lugar.
Homenagem a Pedro Guerreiro Prestes e Sérgio Guerreiro Prestes
Dois Pioneiros na formação de Curiúva-PR
MEU QUERIDO ZIRAN, NAO PODIA ESPERAR ALGO MAIS LINDO DE VOCE , DO QUE ESTA LINDA HOMENAGEM AO SEU PÇAI E SEU TIO. SO PODERIA SAIR DE UM CORAÇAO LIMPO, PURO E SINCERO ESTA LINDA POESIA. POIS EU COMO MAIS NINGUEM TIVE O PRAZER DE CONHECER ESTE TEU LADO POETICO E SENTIMENTAL. PARABENS, SER TUA AMIGA E UM MOTIVO DE MUITO ORGULHO. UM GRANDE BEIJO A VOCE E A TUA ESPOSA. FIQUE SEMPRE COM DEUS. ALTAMIRA (MENINA DOS OLHOS LINDO)
A pescaria no Tanque do Pedrinho. Lá pelo final dos anos 50 eu e meu primo Carlos Cézar (o Carlinhos), numa tarde quente de verão, resolvemos pegar uns peixes no tanque do Pedrinho, recém inaugurado, de onde diziam que tinha muito peixes de mais de quilo. Munidos caniço e isca (minhoca), la fomos nós os heróis anônimos, sem pedir lincença sem nada nos arvolram a pular a cerca que separava o quintal onde se encontrava o tanque da beira do rio, onde naqueles tempos costumavamos a pescar. Pulamos a cerca e agachados, chegamos até o tanque, ali ficamos deitados e quando fomos jogar a linha na água, eis que surge nho Bastião,. para quem se lembra e para aqueles que não o conheceram, nho Bastião era um negro velho bonachão, descendente de antigos escravos e que morava com os Prestes desde o seu nascimento. Ele cuidava das criações, dava milho para os porcos etc.etc e fazia a ronda do tanque é lógico. Bem, quando estavamos nos preparando para a rica pescaria, ouvimos o grito do nho Bastião, que ecoou em nossos ouvidos como se fosse o grito do Tarzan, ficamos na hora apavorados e saimos em corrida desabalada em direção ao rio, deixamos vara, latinhas de minhoca e fugimos como coelhos assustados, eu como não conhecia bem aquela região, fui correndo,correndo e subinho o mato em direção a estrada que ia a SApopema, quando dei por mim estava proximo a casa de João Tiburcio que morava para aqueles lados que ia a Sapopema, estava morto de cançado, todo mordido de mosquito e muito sujo. Na ansiedade de fugir, esqueci do Carlinhos, mas, ele como conhecia a região, voltou dali para a casa do Vô e la ficou me esperando bem quieto sem nada contar a ninguém. Eu demorei umas 5 horas e depois apareci ja boca de noite, minha Vó Julia, ja desesperada, perguntando ao Carlinho, que dê o Mário? Carlinhos, mudo, nada falava. Eis que de repente, surjo eu, morto de cançado e ainda com medo, agora das consequencias daquele ato imprudente e impensado. Aí meu Avô, homem ativo, matreiro, conhecedor das malandragens de piá, veio e me perguntou, por onde andou que esta desse triste jeito? Eu, com vergonha e sem graça, contei todo o ocorrido, ele me passou uma descompostura me falou que nós nunca deveriamos ter feito uma coisa dessa. Porque não timos a hombridade de pedir ao Pedrinho, ele por certo não iria negar. Mas, eu disse, Vô, nós queriamos era fazer isso mesmo, sem pedir, pedindo não teria graça. E aí a velha sabedoria do João Martins, entrou em jogo e me disse, se eu um dia souber que vcs dois fizeram mais uma coisa dessa natureza, saiba que não quero que vc venha mais passar as férias aqui em Curíuva, pelo menos na minha casa. BAstou isso para que eu caisse na real e me arrependesse de toda aquela estrepolia. E o Võ, disse mais, vou na proxima vez que ver o Pedrinho, contar a ele e quero que vcs dois peçam desculpas. concorcadamos e dali poucos dias estivemos de frente ao Sr. Pedro Prestes e ele com aquele jeito bonachão, sorridente, nunca vou esqueceir, disse em alto e bom som, quando quiserem podem ir pescar, mas, vão pela frente, nunca pelos fundos que o BAstião ta la com aquele reio enorme e ai vai descer o escambau em voceis. Ficamos ali como dois bobos, muito envergonhados e nunca mais voltamos a pescar no famoso tanque do Pedrinho. Mais para baixo desse tanque, o Pedrinho fêz um outro tanque mas esse era para tomar banho e iamos sempre eu Carlinho, Mano e as primas Zulméia, Heloisa, nos refrescar naquelas aguas cristalinas. Bons tempos!!!!!
muito lindo ziram.conheci demais o pedrinho prestes e seu armazem tbem pois meu pai era cliente assiduo dele o tenente abimael mendes tbem fez historia na nossa curiuva,abraços a sra sua mãe dona alice grande professora aprendi demais as primeiras lições de vida com ela.um bjão da alba
Oi primo, gostei muito da sua poesia. Um grande abraço Luiz