Postado: 28 de maio de 2008
Visitantes: 314 Categoria: No Soaio da Gaiota
A diferença do trânsito de Curiúva com o da Índia é apenas uma: aqui não tem elefantes.
Pra quem não conhece Curiúva ou está longe há algum tempo, pode parecer ridículo, mas a verdade é que o trânsito de Curiúva está no Soaio da Gaiota. E não é a primeira vez que isso é assunto por aqui. Desde a famosa "rotatolis" até a famosa frase "Curiúva só tem uma subida, temos que fazer uma descida também", a situação só piorou. Hoje qualquer tongo (que nem nóis memo) financia um carro ou uma moto, os ônibus de transporte rural se multiplicaram, os alunos ficaram mais mal educados e o fervo na avenida só aumentou. Cada metro da avenida é disputado a tapa, literalmente!
Pra se ter uma idéia, basta ter um caminhão estacionado fazendo uma entrega pra coisa começar a complicar. Imagine você, atrás do caminhão do lixo, com o Jóia subindo e o Marião rolando no meio da rua. Pronto! Dependendo do horário, está formado o congestionamento. Imagine alguém te ligando no celular e você responder: estou preso no trânsito! Vão pensar que você está em Curitiba, São Paulo, Tóquio. Dependendo da hora, acho que leva uns 5 minutos pra atravessar a avenida de fora a fora, ziguezagueando pelos cachorros, pedestres, catadores de papel, etc. Como diz o Paulo Borges, "é uma luta!". E pensar que 20 anos atrás o principal problema do trânsito era os cavalos que cagavam na rua...
O nosso assíduo leitor e virtual colaborador Fernando Queiroz tem sua opinião a respeito:
"Como Curiúva vem crescendo uma das urgências é organizar o trânsito. Sei que é meio futurista, mas a sugestão é que as pessoas poderiam andar pelas calçadas... Outra proposta, e de repente algum candidato a adota como plataforma de campanha, é mudar a denominação da Av. Antonio Cunha... ...só de uma parte dela... Entre a Joma’s Papelaria e o Bar do Perereca/Delegacia podia ser feito um calçadão. Aquele trecho poderia se chamar “Faixa de Gaza”. Quem sabe construir umas trincheiras... Com certeza essa idéia vai chegar à Câmara Municipal. Ouvi dizer por aí que na noite de natal teve um surubão de soco na rua... "
Outro leitor, não menos assíduo e também virtual colaborador, Wilsom Ramos, sempre envolvido com as figuras políticas da cidade, nos apresentou a proposta de campanha de um possível candidato a vereador: "devido o intenso movimento de veiculos apartir das 17:00 horas em Curiúva - sua plataforma de governo (já que é candidato a vereador) seria a implantação do rodizio de veiculos na cidade, a partir deste horário".
Analisando a proposta do cidadão (o Wilsom pediu que não revelássemos o nome), pergunto: mas e o que fazer com as carroças, bicicletas e carrinhos de puxar papel? E, como diz o Fernando, o que fazer com o pedestre? Ele não sabe, mas já estamos no futuro. Ouvi dizer que em Florianópolis e Brasília, os motoristas são tão educados que basta o pedestre por o pé na rua, que o motorista pára e permite que o pedestre atravesse a rua. Aqui estamos tão avançados que é quase preciso que o motorista pare, desça do carro e peça por favor para o pedestre sair do meio da rua.
Mas chega de falar mal. Cabe a nós também explicar por que isso ocorre e como resolver o problema. A razão de tanta confusão é histórica: a cidade cresceu sem nenhum planejamento, seguindo a Avenida Antõnio Cunha. Ninguém se preocupou em deixar espaço para uma rua paralela a ela. Segundo os moradores mais antigos, quando a rua só ia até o colégio, ela era 4 metros mais larga. A prefeitura da época, de uns 40 anos atrás, doou esses 4 metros aos então proprietários de imóveis, sem imaginar o quanto fariam falta no futuro.
Hoje, a Antônio Cunha concentra 90% do comércio, é a única maneira de atravessar a cidade de norte a sul, tem 2 escolas na sua extensão e ainda é o point da galera jovem. É muita coisa pra uma rua só! A atual gestão municipal fez algumas melhorias, destruindo a "rotatolis" e renovando a sinalização da cidade, além de ter pavimentado muitas ruas. Mas pergunte pra qualquer motorista qual o principal problema do trânsito curiuvense e ele dirá na hora: os pedestres no meio da rua. Continuando a conversa, pergunte então por que o pedestre não anda na calçada: porque não há espaço nas calçadas. Elas são muito irregulares e estreitas. Não tem como andar com um carrinho de bebê mais que 100 metros seguidos na calçada.
Como foi dito acima, é muita coisa pra uma rua só. A solução proposta pelo site é:
1.
Estacionamento em apenas um dos lados da avenida.
Algumas pessoas sugerem a criação de mão
única em alguns trechos da avenida. Isso é inviável,
porque não existe uma rua paralela para o tráfego
em sentido inverso. As outras ruas são todas de "fianco".
Estacionando de um lado apenas, sobra mais espaço para
a circulação dos veículos.
2.
Alargamento da calçada no lado que não tiver
estacionamento.
A prefeitura ficaria responsável pelas calçadas,
pelo menos na Antônio Cunha. Hoje, cada proprietário
faz a sua calçada, geralmente em desnível com
a do vizinho.
3. Controle da circulação de ônibus, caminhões e carretas.
4. Educação pesada nas escolas sobre trânsito.
Note que não propusemos nada mirabolante, que exija muitos gastos. A reconstrução das calçadas poderia ser cobrada pela prefeitura, tal que ela já faz com a pavimentação de ruas, o que foi uma ótima idéia. Enquanto nada é feito, é preciso que os motoristas, o comércio e os pedestres façam a sua parte para minimizar os problemas, antes que tenhamos mais vítimas. O Saio da Gaiota também fala sério, e espera que o trânsito não seja mais notícia do Soaio da Gaiota. Até porque a gaiota também é um veículo!
Aqui em Curiúva é ao contrário, Mário. Estamos pensando em pintar uma faixa exclusiva para carros no asfalto.
O problema de trânsito no Brasil, esta ficando quase que insolúvel, tanto nas grandes Capitais, como nas pequenas cidades de todo o interior do Brasil.] Vi em Tangará da Serra, MT. uma novidade espetacular no trânsito, uma popução de 70.000 habitantes, a cidade é plana, lembra muito Cascavel dos anos 70, as ruas são largas e a muito movimento nas ruas, comércio muito ativo. E não xiste semáforo, a não ser faixas exlusivas de pedestres em todas as esquinas, e, quando um pedestre se encontra na faixa o motorista freia o carro imediatament e aguarda a passagem dos transeuntes. Fiquei curioso e fui perguntar como conseguiram educar a população e ouvi dos administradores do Município que foi feito através de anuncios em panfletos,jornais e radio e o povo foi se acostumando e hoje não existe acidente, todos respeitam os pedestres e as passagens é feita somente nas áreas devidamente demarcadas. O trânsito fui bem e todos se respeitam, motoristas e pedestres. Talvêz seja uma ideía que possa dar certo em Curiuva, ja que é um povo ordeiro e educado. Se deu certo em Tangará da Serra MT porque não poderá dar certo em nosso Curiúva., É uma idéia que pode dar bons resultados e não custa tentar.
curiuva esta precisando msmo melhorar a sinalizaçai as faixas serem respeitadas as calçadas tambem , ha alguns lugares ali p-opr perto do ginasio de esportes que nas lanchonetes ha cadeiras atrapalhando mais ainda os pedestres que por ali passam isso e horrivel quanto ao transito, curiuva ja tem bem capacidade para colocar pelo menos um semaforo por perto do correio ""ninguem aguenta o transito de curiuva depois das 5 da tarde""é insuportavel! e ai seu prefeito vamos melhorar esse transito ai senao nao tem jeito hein valeww galeraaa