Postado: 15 de setembro de 2003
Visitantes: 238 Categoria: No Soaio da Gaiota
Reportagem especial em uma festa no bairro em 2003
É uma vergonha morar em Curiúva e não conhecer seus gloriosos bairros. Esses dias já perdemos a oportunidade de assistir a um casamento duplo no Guajuvira. Só padrinhos eram 80. Não podíamos perder, então, a festa da AMBEB - Associação dos Moradores do Bairro Espigão Bonito, segundo ela mesma, "uma entidade regularizada dentro da lei", realizada no último domingo, 14/9. Animados pelo cartaz, que anunciava até show com dupla sertaneja, e por ser uma "festa de sítio" mesmo, aproveitamos o domingão de sol e tomamos o rumo do Alecrim. Tem uma estrada que vai ali pela Erveira (ou Bairro dos Nunes, como queira), que diz que é mais perto, mas é pior. Fomos pelo Alecrim mesmo, mas acho que não foi uma boa escolha. A tal estrada faz uma volta desgraçada, é a antiga estrada Alecrim-Figueira, do tempo que aquela cidadezinha ainda pertencia pra Curiúva. Quase que o Espigão ganha do Felisberto o título de bairro mais longe de Curiúva: 22 km. Passava Espigão Baixo, Espigão do Meio, lombada (com placa e tudo), velório (quase chegamos no velório pensando que era a festa, não fosse o carro da funerária encostado) e nada do Espigão principal, o Bonito.
A informação que tínhamos é que o bairro é mais ajeitadinho que o Alecrim (!). E na verdade é mesmo. As coisas não são todas amontoadas em volta da Igreja. Primeiro passa o Postinho de Saúde, depois vem a quadra de esportes, iluminada por sinal, o orelhão, o campo, a Igreja e a caixa d'água. E a escola? Bom eu não vi a escola, daí dá pra ver que o lugar não é tão pequeno assim. Mas nossa primeira frustração foi de que a festa não era na Igreja, como todas são, e sim na quadra de esportes. De certo foi algum entreveiro com o Padre. Ou falta de santo mesmo. Mas antes de parar na festa, fomos apreciar o futebol. No caminho, vimos que o lugar é moderno. Ponto de ônibus com orelhão dentro só em Curitiba, e olhe lá. Falando nisso, o telefone de lá é 545-1340.
No campo, não entendi direito por que uma das traves é de madeira, enquanto tem uma de ferro enterrada pela metade na lateral. Acho que quebrou e usaram como "encosto" pra turmada assistir o jogo. Não deu muito certo, porque a torcida gosta mesmo é de ficar sentada dentro do campo, uns 2 metros para dentro. Isso que o campo termina no barranco. Antigamente, pra bater o escanteio, tinha que escalar o barranco. Quando chegava pra bater, já não tinha mais força. Os donos do campo viram isso, e em vez de fazer aquele semi-círculo bem no canto, fizeram uns dois metros para frente. No geral, é bem gramado. Ah, e tem um "leve declive", mas isso não é importante. Do outro lado tinha ainda outra Igreja, quase dentro do campo também. Só que era de crente, porque não tinha cruz. Paz de Cristo!
Bom, vamos ao jogo. Ou melhor, aos jogos. Não era um torneio, mas os times se revezavam, de 15 em 15 minutos. Tinha time de toda a região, até de Curitiba. E nos chamou a atenção um senhor de idade, aparentando uns 60 anos, um véio mesmo: êta homem "cavalo". Cada enxadada era uma minhoca. De zagueiro, ou ele saía com a bola, ou levantava o adversário pra cima. Depois de uma falta feia, a torcida gritou e ele apontou pra nossa guia, uma mulher, e disse: "Tem que cuidá de quem cria". Não entendemos, e dali a pouco, em mais uma falta, ele explicou: "Tem que cuidá de mulher, que cria. De homem, que não cria, tem que descê a lenha". Depois fomos descobrir que ele é do Eusébio (do bairro Eusébio de Oliveira, em Ibaiti). E é famoso pelas enxadadas.
Voltamos pra festa, e ficamos esperando a apresentação da dupla Amarildo e Alexandre, nascida no Felisberto, mas radicada em Carambeí (em breve, mais informações do cenário musical curiuvense). E como esperamos! Ainda teve bingo de uma novilha, que emperrou o globo (de brinquedo!), era uma pedra a cada 5 minutos. Depois de muito foguetório, eis que surge a dupla. Mas o que era pra ser o auge de festa virou em gato do mato, já que tava nas hora dos ônibus, de Figueira,Ventania e Curiúva, levarem a turmada embora, e a festa se esvaziou. Mesmo assim, teve arrasta-pé. Fomos embora contentes, com uns quibes na barriga, dando parabéns pro povo do Espigão, que fez uma boa festa, melhor que qualquer festa em Curiúva. Até a próxima festa: quem sabe da outra vez pelo menos voltamos com uma novilha!
Ô meu caro Luizinho, você está certo. Mas note que a matéria foi escrita em 2003. Com certeza, o Alecrim melhorou muito de lá pra cá, calçamento, igreja nova, quadra coberta. Vamos e venhamos que, na época, era tudo meio parecido né?! Um abraço.
que históroia é essa que o espigão é mais bonito que o alecrim, que insanidade , o alecrim é o bairro mais bonito de curiuva ,não é verdade , a praça ganha da de muitas cidades