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Capão da Imbuia: a volta dos "prazeres" das cidades pequenas

Postado: 12 de julho de 2002
Visitantes: 664 Categoria: No Soaio da Gaiota


O capão já não existe mais, a casa pegou fogo (como toda zona), mas o Capão da Imbuia resiste na memória dos...

Não, não estamos falando do bairro de Curitiba. Estamos falando do nome popular da mais famosa zona de meretrício de Curiúva na atualidade, logo ali na entrada da Vila Esperança. E olha que a coisa é chique, tem até um bosque na frente, que deu origem ao apelido. Bom, pelo menos o capão surgiu daí, agora a imbuia. Bom, a imbuia é melhor não responder de onde veio.

E por que "a volta"? Ora, porque desde que puseram fogo na zona do trevo (tão importante que o tal trevo passou a se chamar "Trevo da Zona"), palco da primeiras experiências de pessoas importantes da sociedade atual, os chegados em pagar para satisfazer seus desejos ficaram meio sem rumo. Alguns outros estabelecimentos tentaram, mas sem sucesso, como o Redondo (a casa que era redonda, não aquilo que você está pensando), mas era longe demais. A zona do Amortecido fez movimento por algum tempo. Recentemente, teve até uma que abriu, na frente da Inpacel. Mas zona na avenida, em cidade pequena, não é pra dar certo.

Mas voltemos à realidade. O Capão da Imbuia, ou Pinheirinho como alguns preferem chamar, cativa todas as classes sociais, idades, raças. Aliás, se não fossem os ricos pra pagar cerveja, talvez os pobres não freqüentassem tanto. Mas o mais interessante é que cada um que vai lá, principalmente os da juventude do centro da cidade, tem moral com uma das moças. E só se ouve falar: "Ciclano c... a Beltrana de graça, outro c... a Fulana na faixa". Aonde é que está o lucro, então? A cerveja tem que ser uns deizão pra compensar tanta gentileza. E pode pôr mais uns deizão pra compensar os apelidos que dão para as coitadas: Tatu Faqueado, Mapa do Inferno, e por aí vai.

Embalados pela onda, outros estabelecimentos vão se espelhando pelos arredores da cidade. A princípio, eram apenas bares. Agora tem até loja de roupa usada que, por baixo do pano (literalmente) oferece serviços sexuais.

A justiça pode até fechar esta página por tamanha difamação, mas o que vem intrigando mesmo as autoridades não é o funcionamento em si do bar, até porque prostituta existia muito antes de existir polícia. Nem mesmo a presença de menores chega a ser infração. O problema é que a dona do bar (e todos os outros botequeiros da cidade) vende bebida alcoólica pra gurizada. Já teve um caso de um filho de um empresário da cidade ficar tão bêbado que não conseguiu ir embora. As meninas, que não queriam ele posasse lá, se ofereceram para levá-lo pra casa, mas nem isso ele sabia mais. Esperaram até as oito da manhã, quando o pai foi buscar o rapaz. O mais impressionante é que a zona fica nos fundos do batalhão da PM. Mas fechar pra que? Deixe o povo que se divirta, cada um ao seu gosto (e que gosto!).

Comentarios

Osmario Martins Ribas

30/06/2011 as 12:06

O Carlos, Curiuvense, disse muito bem, com relação ao pelego. Pode ter certeza que o presente representou para mim de um valor inestimável. É um pelego de um "burrego" lanudo. Que esta adornando o espaldar de uma cadeira, aquecendo as costas de quem ali se sentar, neste frio úmido de Curitiba. Pode crer que é um belo acessório que não vai servir para arreio de um pingo, mas, vai ficar num lugar muito especial da choupana onde moro. Mudando o rumo da prosa, estou verificando que o meio politíco ja esta se movimentando para as eleições do ano que vem. O assunto é de grande interesse não só aos politícos que vivem da politíca, mas, a todos os cidadãos. Os quais devem se envolver e discutir e debater, pois, se assim não o fizerem será como jogo de baralho com cartas marcadas. Ganharão os mesmos e tudo fica como dantes no quartel de abrantes. Gostaria muito de ver o nosso Município dirigido por pessoas com idéias novas e que acima de tudo não pensasse em si próprio e nas benesses do cargo e sim no bem geral da população. Não se iludan com pessoas sem ligação com o Município e que fazem um belo discurso. Essa gente só aparece em tempo de voto, são como aves de arribação. Acreditem nas pessoas que aí vivem e têm suas raízes. Não permitam que forasteiros venham a dirigir os destinos desse rico município. Fiquem de olhos bem abertos. Curiúva merece uma grande administração, para sair do sono letárgico em que se encontra.

Carlos

29/06/2011 as 11:06

Sr. Osmário , pela bela narrativa acredito eu, que esse pelego não foi o melhor presente mas esta entre o melhores. Parabens desse Curiuvense

Osmario Martins Ribas

28/06/2011 as 14:06

O dia amanheceu com sol após grande geada nos arredores de Curitiba, cujos termômetros baixaram a menos de 2 graus. Como dizem os gauchos é um frio de renguear cusco (cachorro em espanhol). E, qual não foi minha surpresa, recebo logo de manhã um presente de um amigo muito caro de nome Alexandre Palu, cujo presente levou-me de volta as coxilhas aos campos de Tibagi, quando ainda menino ia com meu pai a cavalo até a Fazenda do Barroso, onde meu pai tinha sociedade de gado com o João Lizeu. Quando desembrulhei o presente me deparei com um pelego de cor branco e especialmente curtido, como eram curtidos esse acessório de montaria antigamente . Lembrei do Javert, com o seu Trigger, lá nos idos do final dos anos 50. Quando o Javert, enncilhava o seu cavalo baio com muita semelhança com o cavalo do cawboy Roy Rogers . Javert com chapéu de feltro de abas largas, quando montava no cavalo se assemelhava muito aos heróis do faroeste americano. Bons tempos aquele. Da velha casa Santa Rita, do potreiro do tio Constante, onde naaquelas tardes quentes de verão as meninas vinham se banhar naquelas aguas cristalinas nas lagoas que se formavam no velho banhado. O presente do meu amigo, me trouxe doces e belas recordações. Lembro que antigamente ao se passar por frente as casas de comércio, havia pelegos estendidos em cavaletes, pois, o comércio de pelegos era muito procurado, havia pelegos tingidos de todas as cores. Enfeitando as montarias que eram uma das formas mais comuns de transporte. Todos tinham seus cavalos, puro sangu(manga-larga),meio sangue ou mesmo peludo. Cada um tinha orgulho de seu cavalo, que o diga o Javert, que tinha um ciume danado do seu, não deixava os netos do João Martins, montar, de vez en quando com muito agrado eu dava uma voltinha ia até o pontilhão e voltava. Lembro que na velha casa havia uma mangueira de taboa de balaustre, onde os fregueses deixavam os cavalos amarrados, bem como, em volta da velha árvore de canafistula, que ali se sentava nho João (como dizia minha vó) e o seu neto sem vergonha, para verem passar as professoras. O Javert,. é o único que lembrará do que estou narrando. Vejam quanto saudosismo este pelego que ganhei de presente me trouxe. Afinal ganhei algo que esta fora de uso, mas, que para este matreiro terá sempre um lugar especial onde terá sua utilidade.

Osmario Martins Ribas

25/03/2011 as 13:03

Sr. Edes, acho que é a mesma pessoa. Figura feminina que marcou época no Caeté, daquele tempo. A única pessoa que poderia confirmar com exatidão seria o João Fadel, ele mais do que ninguém, sabe dessas coisas com muita proriedade. Gostaria que alguém que por ventura se interesse, possa perguntar ao João e nos dar a noticia. Eu acho que dos Anjos e a Diaba são a mesma pessoa. Mas, não tenho certeza. Abçs.

Edes Silva Neves

25/03/2011 as 04:03

Eu fui vizinho da nhá diaba em 1965...ela era chamada de "DOS ANJO"....será que é a mesma comentada mais abaixo ?

Osmario Martins Ribas

10/12/2010 as 12:12

GANHA E NÃO LEVA!!! O fato ocorreu no Tibagi. Maria Mercer, filha de uma das maiores figuras políticas do século XX. Faleceu aos 95 anos de idade e ainda lúcida. Maria era solteira, portanto não tinha descendentes, mas, tinha muitos sobrinhos. O único bem de Maria, além do grande patrimônio espiritual e moral, era uma casa, construída no século XIX. Casa essa que foi palco de grandes acontecimentos políticos da época, tais como Antônio Barbosa de Macedo, Telêmaco Borba, Espírito Santo e por último Guataçara Borba Carneiro. Após a missa de sétimo dia realizada na Matriz de Nossa Senhora dos Remédios com cânticos Gregorianos. Igreja lotada pelas pessoas mais gradas da cidade. Os sobrinhos, após o término da missa em torno de 15 a 20, foram convidados pelo MM.Juiz da Comarca, para ouvir o Testamento Cerrado e devidamente lacrado, que Maria fez em Cartório a mais de 30 anos. Suspense geral, todos ansiosos para ouvir a leitura. Eis que, o Juiz solenemente começa a leitura e Maria em rápidas palavras assim destinou a sua velha morada. "Deixo a quatro sobrinho, ABCD, em partes iguais. E aí que veio o OH! geral que se ouviu após. Fica gravado com cláusula de inalienabilidade ad-eterna. Sendo assim, não pode ser vendida a propriedade a não ser a um dos aquinhoados. Agindo assim, cremos que Maria, pretendeu preservar para sempre o velho casarão. Construção da época do Império e que serve de moldura à praça que leva o nome de seu Pai.. Esse Testamento Cerrado, foi o primeiro que se tem noticia na mais antiga Comarca dos Campos Gerais. Por essa razão, é o grande assunto no Tibagi. Os sobrinhos ganharam mas, não levaram. E o pitoresco da história que um dos aquinhoados, quer vender sua parte aos primos. E ele já disse que a casa tem um valor comercial, muito além de valor de mercado. Ele acha que Tibagí, dentro de curto espaço de tempo, vai se tornar uma das melhores cidades do mundo, para o turismo na área de canoagem. Em virtude das corredeiras do velho Rio Tibagi.Se não bastasse isso, acha ele também, que naquelas velhas paredes de estuque, poderá ter escondido panela de ouro em libras esterlinas. Já que o Avô era filho de um dos ingleses que aportaram em Tibagi no século XIX. A celeuma está criada e vamos acompanhar passo a passo o desenrolar dessa pendenga, que ainda vai gerar muitos comentários. Tia Maria, como os sobrinhos a chamavam, foi sábia, escolheu a dedo os quatro sobrinhos: sendo que um deles como dizia o velho Guataçara é advogado canchado nas lides forenses. Herança essa que herdou do Avô, que por profissão era farmacêutico, mas, também exerceu a função de rábula no velho Tibagi.

Osmario Martins Ribas

23/06/2010 as 01:06

Um dia desses, vou contar uma peripécia de alguém que ja nos deixou e que quando cuidava do Bar do Club, por sinal uma grande figura simpatica, alegre, companheiro de todos, estou falando do Edgard Prestes. (Javert,Gilberto e João, sabem dessa estoria).é deveras muito engraçada e naquela noite quase morremos de tanto rir, ia esquecendo o Mano estava junto e foi ele o autor da idéia.

Sargi De Carvalho

26/11/2009 as 15:11

Quase tão famosa quanto essa foi a carreira da Égua Mini-saia de Curiúva contra o cavalo Bicho Bão, de Sapopema. Diziam os apostadores: carrera é carrera... O ca'lo dos home de Sap'pema é ligero...

Osmario

26/11/2009 as 13:11

Rosana,veja com o Zizo, Hermes ou João Alberto a data em que ocorreu a corrida de cavalo em Tibagi,entre o Rex e o cavalo Baio do Terézio, eles têm fotografias e provavelmente têm anotação da data, preciso dessa data para narrar o acontecimento que foi essa carreira que mexeu com todas as cidades circunvizinhas, foi uma verdadeira guerra no bom sentido, travada entre Curíuva e Tibagi, monopolizou a atenção de todo o nosso mundinho da época.

Osmario Martins Ribas

25/11/2009 as 11:11

Meu amigo anônimo escondendo-se atráz do velho Licínio, como vc bem sabe o Licinio era um negro velho descedente de escravos daqueles que moravam na Fazenda Fortaleza, cujo proprietário era o famoso JoséFelix. Provalvemente o amigo, é meu primo e deve ser filho do Alberto, porque caso o contrario não saberia quem era o Licinio. E, voce sabe que eu o conheci e o Tobias, dizia, (negro vadio esseLicinio, tudo tem que mandar, lembra???) mas, voltando ao assunto do pseudonimo, bote a cara para bater e coloque o nome verdadeiro e vamos contar nossas estorias, vamos travar um debate alegre e rico de detalhes. Com relação a Diaba, honestamente não a conheci nos anos que frequentei Curíuva de 1952 a 1965, essa personagem era para mimextranha, ouvi falar, mas, não tive o privilégio de conhecê-la, o que sinceramente foi uma pena. Carlinho, ouvi algumas vezes comentar. O Bar do Dito Ramos era na esquina entre a casa do Alberto e Ismael Franco, lembro bem, Dito era uma figura muito interessante, se achava erudito e tinha um conhecimento geral muito bom para a época, lembro que gostava de usar botina. Era um bar animado outro bar também interessante era o do Tenório que ficava la perto da casa do João Fadel e lá também tinha o cinema. Do cinema tem hisotiras interessantes, praticadas pelo Reginaldo Raffo. Falando no Raffos, que saudades do Didio, Adolmar, (faz mais de 40 anos que não os encontro). Grandes meninos que se tornaram grandes homens. Os filhos da Dna. Madalena sempre foram referência em tudo. E, por hora, chega né???e o meu amigo Lecinio Preto, apareça!!!!!!!

Chimaote

25/11/2009 as 02:11

Osmário, lembre-se desta: "Tibagi muito bão. Até João Desidério Terno de Casemira"

Licínio Preto

25/11/2009 as 02:11

Caro Osmário, Seus causos são muito engraçados. Você se esqueceu de uma personagem muito importante: a Nhá Diaba, figura impoluta do "alto" meretrício, que, com seu peculiar rádio de pilha debaixo do braço e sombrinha em punho, gostava de cumprimentar os frequentadores do bar do Dito Ramos com sua frase característica: "- Boa tarde para quem já vi; boa tarde para quem não vi", numa insinuação de que, dentre os presentes, alguns já estiveram em sua alcova...

Osmario Martins Ribas

23/11/2009 as 14:11

Quero fazer uma retificação velho de que falo acima de Ortigueira, não era velho e sim o famoso Deputado por Ortigueira, Sady de Britto, que fazia dupla com Guataçara Borba Carneiro, denominados os ultimos caudilhos da antiga politíca do Paraná. e que deixaram seus nomes marcados para sempre na memória daqueles que viveram nessa época, quando ainda, o nosso Estado, vivia a época áurea do café.

Osmario Martins Ribas

23/11/2009 as 14:11

Gostaria de narrar um acontecimento em meados dos anos 50,que monoplizou a atenção de todos os Curiuvanos e Tibagianos. Tal acontecimento dizia respeito a uma carreira (corrida de cavalos), tratada entre os Borges e Terézio Teixeira, era o Rex do Negro Tobias contra o Baio do Terézio,carreira essa 800 metros, para ser corrida na "raia da fazenda da Ingrata" gostaria que o Zizo, pesquisasse a data correta e o dia que esse fato histórico ocorreu, para que u possa narrar o que vi e vivi, pois, residia naquela épca em Tibagi, bem em frente ao campo de aviação, onde o jokei do Terézio Avelinho, treinava o Baio.(deixo essa incumbência da Manoel, como filho do Mano, sei que ja ouviu algumas estorias a esse respeito e sei que vai atráz do Zizo ou do João Alberto, que deve ter algumas anotaçoes, porque o Alberto, estava junto nessa carreira.) Assim sendo, fico no aguardo das datas para que possa voltar no tempo e discorrer tudo o que vi defantastico naqueles dias, quando Tibagi,se encheu de gente e o velho por Ortigueira, famoso por suas valentias estava presente, Sady de Britto. O jóquei do Rex era o Roma, irmão do Tidoca de Jaguariaíva. Vamos lá Manoel, mãos a obra que vou contar em detalhes inclusive do acampamento onde estava, Manuel Guarapuava, Travenslli, Pedro Pinto, Alberto Borges, Tobias Borges (Negro) e outros.

Osmario Martins Ribas

16/11/2009 as 14:11

Lembro das antigas casinhas do alto meretcio, ficava em frente ao campo de futebol (hoje estádio Carlos Bentenhauser), ali havia várias casas com a da Turquinha, da Jandira, essas as mais famosas, classe "A", nessa época comandava o policiamento um Tenente de nome Garret, E, por ordem do Ten. a policia dava frequentes batida nas casas, para per se não tinha menores. Nessa ocaisão era Delegado de Policia o Zé Abrahão, jogador de caxeta,fazendeiro e próspero comerciante. Uma tarde no verão de 1959, estava Zé Abrahão, na casa de meu avô, João Martins, e o Vô, disse ao Zé que eu queria uma autorizaçaão para poder frequentar as casas das meninas" imediatamente o Zé, lançou mão de um papel simples de embruhar mercadoria e lá escreveu o seguinte: Autorizo pela presente o jovem Osmario Martins Ribas, a frequentar as casas do alto meretrício de Curiuva, não devendo ser molestado por qualquer tipo de policiamento. Em Curiuva, aos 27 de janeiro de 1958. Diante daquela autorização, fiquei homem de uma hora para outra e fazia minhas incursões nas casas, sempre munido da autorização. Certa vez um policial, me disse, piá, vc não pode ficar aqui é de menor. Eu mais que depressa, saquei daquela arma que tinha no bolso "Autorização" e segurando na minha mão mostrei ao policial e ele me retrucou, quem assinou??? eu disse o Sr. Delegado, José Abrahão e ele, por certo não sabia ler, me disse, agora ta dentro da lei, fique a vontade. Como essa tem centenas de estorias que presenciei naqueles tempos idos quando éra o nosso Caeté de nossas férias de verão. Tempos idos e vividos que não voltam mais.

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